Escrito na Água – Paula Hawkins [Opinião]

440x.jpgEdição/reimpressão: 2017

Editor: TopSeller

ISBN: 9789898800886

Classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: “CUIDADO COM AS ÁGUAS CALMAS. NÃO SABEMOS O QUE ESCONDEM NO FUNDO.

Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.

Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?

Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.
Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente. Paula Hawkins confirma, de forma triunfal, a sua mestria no entendimento dos instintos humanos, numa história com tanta ou maior intensidade do que A Rapariga no Comboio.”

Opinião: Posso dizer que estou à espera de um livro novo da Paula Hawkins desde que li A Rapariga no Comboio. E, se eu pensei que não podia ser possível conseguir surpreender-me mais com a escritora, neste livro ela mostrou-me que eu estava extremamente enganada. Uma coisa é certa, este livro é melhor que A Rapariga no Comboio, disso não resta dúvidas. Mas, o porquê de ser assim tão bom?

Para quem está habituado a ler thrillers já tem noção como funcionam os enredos neste género de livros. É preciso ter concentração máxima durante a leitura visto que os thrillers são livros muito complexos. E neste livro em especial, temos de focar apenas na leitura. Temos diferentes pontos de vista e basta não prestar atenção durante um parágrafo e já se foi a essência da leitura. Mas qual a parte mais interessante disto? Os vários pontos de vista fornecem várias informações para as nossas teorias, e acabámos por descobrir que as personagens de uma maneira ou de outra encontram-se interligadas. Além do mais, ao conhecermos diversas personagens ficámos a perceber que a história não é apenas aquilo. Há mais história para além daquela que pensámos existir.

As coisas são como são, como sempre foram. Não podem ser diferentes.

Ao ínicio vamos achar que o fim é demasiado óbvio, a certo ponto vamos deixar de acreditar nisso, mas vamos voltar à nossa teoria original. A verdade é: o final é óbvio, até certo ponto. Porque quando pensámos que foi aquilo que realmente aconteceu, a escritora decide tirar o tapete debaixo dos nossos pés. E acaba por ser assim muitas vezes durante o livro, e isso é apenas mais um aspecto positivo no livro.

Mais um aspecto positivo no livro é sem dúvida a escrita de Hawkins. Ela sem dúvida que tem talento, e se achei a leitura do livro A Rapariga no Comboio super fluída, neste livro é muito mais. Apesar de ser um livro um pouco pesado devido aos temas retratados, conseguimos ler muito bem sem qualquer complicação. O enredo, como já referi, tem alguns temas que pode causar perturbação no leitor, desde violação a suicídio, e ainda violência doméstica. A escritora, com o seu talento na escrita, consegue colocar o leitor a imaginar diversos cenários, e por vezes até parece que viajámos para dentro do livro.

–  Tu sabes bem que isso não é assim, não sabes? Às vezes, com coisas como estas, não há qualquer verdade a descobrir.

Durante a leitura o nosso cérebro viaja milhares de vezes, imaginámos diversas possibilidades do que poderá ter acontecido e sinceramente, todas ficam bem na história. A certo ponto parece que a escritora quer mesmo que nós fiquemos a bater com a cabeça, a tentar descobrir o que realmente aconteceu. E claro, nós leitores, viciados na leitura como somos, lemos página após página sem ter noção que estamos cada vez mais próximos do final. E ainda temos outra coisa, quando chegámos ao final do livro não queremos acreditar que acabou! Isso mesmo, terminei o livro e pensei: “Onde está o segundo livro? Podia haver um segundo livro que eu lia!”, mas depois cheguei à conclusão que se houvesse um segundo livro a história toda perdida a sua essência.

Os capítulos até são deveras curtos, sempre de pontos de vista diferentes e com a justa intervenção para a história. Temos ainda flashbacks que nos ajudam a entender certas ações, e que nos levam a criar mais teorias. Porque este livro é baseado em teorias, vão fazer teorias do ínicio até ao fim do livro. Vocês acabam o livro e ainda têm teorias acerca dele. E é isso, digo mais uma vez e pela milésima vez, que torna este livro único e tão bom.

A dor e o choque afetam as pessoas de maneiras estranhas.

O enredo centra-se no rio. Pode parecer estranho ao ínicio, ficámos até a pensar “Que raio?”, mas depois à medida que avançámos na leitura parece que vamos flutuando ao longo do livro. A escritora dá-nos a dose perfeita de mistério, e não deixa o mistério morrer nunca ao longo do livro! É tão bom, e tão intenso. Melhor não podia ser!

O que achei mais complicado de lidar durante a leitura, principalmente ao ínicio, foi conseguir criar alguma empatia com as personagens, conseguir lembrar de todas e que importância têm na história. Mas, isso apenas resolve-se de uma simples maneira: prestar atenção à leitura! Acreditem, neste livro como em todos os outros, é fundamental ter atenção a todos os detalhes.

Acho que já deu para notar que adorei o livro, não? Da primeira à última página, e mesmo no final que deixou-me ali a morrer por mais. Eu tinha as expectativas muito altas para este livro e superou as expectativas, até parece impossível. Estou ansiosa para ler mais livros da Paula Hawkins, depois deste livro passou sem dúvida a ser uma das minhas escritoras preferidas. E este livro, passou para o meu top 10 de livros preferidos de 2017, e possivelmente, está em primeiro lugar!

O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares (Miss Peregrine’s Peculiar Children #1) – Ransom Riggs [Opinião]

image-8Edição/reimpressão: 2016

Editor: Bertrand Editora

ISBN: 9789722532372

Classificação: 3,5 em 5 estrelas

Sinopse: “Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada. Uma estranha coleção de fotografias peculiares. Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde encontra as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine. Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tivessem sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas…

Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.”

Opinião: Eu esperava gostar muito mais deste livro do que gostei. Eu tinha imensas expectativas para este livro. Ouvi mil maravilhas deste livro, das pessoas que costumo seguir as opiniões quase nenhuma fez crítica negativa, e por isso tinha as expectativas bem altas. A capa fez-me ficar ainda mais curiosa com o livro, e acabou por ser mais uma coisa que fez aumentar as minhas expectativas. Mas, não gostei tanto como queria e esperava.

17494046_309453372806086_4625865247364743168_nBem, vamos começar pelo princípio. Ao ínicio estava a gostar da história, sério, foi a única parte do livro que eu gostei. De resto, houve uma certa parte em que o livro parece que deixou de fazer sentido, ou até mesmo que o escritor pretendia fazer história à força. As personagens nenhuma chamou a minha atenção, pareciam mal planeadas. Sei que o livro devido a falar-se de uma tema incomum pode parecer ter personagens muito bem delineadas, mas não foi isso que senti. Mas, em outro ponto, tem pequenas partes que há ali uma pequena luz que faz-nos ter esperanças, parece que finalmente vai começar a fazer sentido, mas depois volta tudo ao mesmo.

Se pensei em desistir do livro? Pensei, várias vezes. Mas não sou de ficar a meio de um livro, gosto de o ler até ao fim mesmo sem gostar. E acreditem, fiz um enorme esforço para gostar deste livro. E sei que não gostei do livro porque não fiz nenhuma marcação, não vi nada que me fizesse querer guardar para sempre na minha memória, nem mesmo uma única citação! As citações que tenho deste livro foram que fui buscar à Internet e mesmo assim não gosto muito delas!

Quanto às personagens, é assim, eu sei que as personagens tinham por volta dos dezasseis anos, falando apenas nas crianças. Mas, a maneira como elas agiam, parecia demasiado infantil. São crianças sim, e algumas delas muito adultas, mas há limites. Para mim a personagem princiapl era muito infantil. Sim, estava em trauma, sim ok. Mas mesmo assim? Muitas das suas atitudes não se justificavam. Queria saber que realmente tinha acontecido, eu entendo, mas podia ter sido uma personagem muito melhor delineada.

“Às vezes, tudo o que você precisa fazer é cruzar uma porta.”

E agora falemos do que me fez mais confusão. O que os pais fazem nesta história? Nada. Eles tentam ter um papel, mas na verdade o escritor só lá colocou os pais porque o rapaz precisava de uns pais para a história parecer bonita. O que vemos durante a histório são pais irresponsáveis, que fingem querem saber do filho, mas não se importam. Levam-no 17333839_1004710116327235_6266290266194313216_npara uma ilha desconhecida, deixam ele andar numa ilha desconhecida com gente desconhecida, e muitas das vezes por lugares sombrios sozinhos. O que eles queriam obter com estes pais? Fácil. Queria que o rapaz para além de ter sofrido o trauma querem que ele tenha uns pais que não querem saber dele, e assim ele tem mais uma fonte de revolta e raiva.

E isto é mais um limite da ficção. Os pais precisam ter um papel fundamentaal no livro quando aparecem. Pais irresponsáveis existem sim, mas se mostram isso em todos os livros, parece que o livro não mostra credibilidade. Vmaos começar a mudar isso? Não é necessário acontecer o mesmo em todos os livros.

E foi isto que achei do livro. É uma opinião diferente do que estou habituada a fazer. Tenho muitas críticas e tentem abordá-las todas, mas faltam-me palavras honestamente. Vou querer ler os outros livros da trilogia, e porquê? Tenho esperança que a história melhore. Se bem, que para mim este filme e trilogia, poderia muito bem ter ficado apenas com o primeiro livro.

O Hipnotista (Joona Linna #1) – Lars Kepler [Opinião]

image (1).jpgEdição/reimpressão: 2016

Editor: Porto Editora

ISBN: 9789720040664

Classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: “Erik Maria Bark é o mais famoso hipnotista da Suécia. Acusado de falta de ética, e com o casamento à beira do colapso, jurou publicamente nunca mais praticar a hipnose nos seus pacientes e há dez anos que se mantém fiel à sua promessa. Até agora.

Estocolmo. Uma família é brutalmente assassinada e a única testemunha está internada no hospital em estado de choque; Josef Ek, de apenas 15 anos, presenciou o massacre dos seus pais e irmã mais nova, sendo ele próprio encontrado numa poça de sangue, vivo por milagre.

Nessa mesma noite, Erik Maria Bark recebe um telefonema do comissário Joona Linna solicitando os seus serviços – urge descobrir a identidade do assassino e para tal Josef deverá ser hipnotizado. Erik aceita a missão com relutância, longe de imaginar que o que vai encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios.

Dias mais tarde, o seu filho de 15 anos, Benjamin, é sequestrado da própria casa. Haverá uma ligação entre estes dois casos? Para salvar a vida de Benjamin, o hipnotista deverá enfrentar os fantasmas do seu passado e mergulhar nas mentes mais sombrias e perversas que jamais poderia imaginar; o que tinha por difuso revela-se abominável, o que tinha por suspeito surge como demoníaco. Para Erik, a contagem regressiva já começou…”

Opinião: Quem segue o blog, sabe que a minha primeira opinião foi do livro “O Homem da Areia”, o quarto livro desta série. E para quem anda bem informado, sabe que eu após ter lido o quarto livro da série li o terceiro “A Vidente”. E, aqueles que andam super bem informados sabem que eu li o quarto e o terceiro livro sem ler o primeiro nem o segundo. Eu disse na altura que li o quarto livro que não iria ler a série toda, mas após ter lido A Vidente, a minha opinião mudou.

Fiquei com uma enorme vontade de ler toda a série, falta-me ler apenas o segundo livro e o quinto. Penso que mês menos mês deve estar aí a sair o sexto volume que já foi publicado na Suécia, portanto é só esperar!

Eu li o Hipnotista em tipo, um dia. Isso mesmo. E quem nunca leu nada de Lars Kepler não entende o que estou a dizer. Lars Kapler, é uma dupla de escritores, marido e mulher, e que por acaso têm imenso jeito para escrever thrillers e policiais. Bato-lhes palmas porque considero-os quase os mestres do thriller e suspense. Posso dizer que foram eles que me empurraram para o mundo dos policiais suecos, e digo que estou a a-m-a-r.

O que adoro mais nos livros dos Kepler é sem dúvida a escrita e os capítulos curtos que só nos fazem querer ler mais e mais. Quando acabava um capítulo eu só pensava “Só mais um capítulo”, e quando dei por mim já tinha lido o livro todo. á a muito que não lia um livro de 500 páginas num dia só, foi sem dúvida uma boa experiência. Adorei, e sinto que vai acontecer o mesmo quando eu decidir pegar no segundo livro da série.

O que eu achei do Hipnotista? Amei. Digo-vos mesmo, as cinco estrelas que dei a este livro são bem merecidas. Eu não gostei muito do Homem da Areia, amei a Vidente e agora amei o Hipnotista. Honestamente, estou com receio que não goste do segundo livro.

Um facto dos livros dos Kepler, é que nunca estamos à espera do que vai acontecer. Nunca mesmo. Pensamos que vai acontecer isto, e se por acaso acontece, logo depois acontece uma enorme tragédia. Eu nunca consigo adivinhar o final, e isso irrita-me, não consigo fazer teorias nem nada. Eles têm talento, oiçam o que eu digo. Adorava ver os livros adaptados ao cinema, acho que ia ver todos os filmes. É que os livros são tão simples, mas aomesmo tempo complexos que ficamos sempre a desejar mais.

Eu e séries não temos uma boa relação, normalmente leio os primeiros e depois não quero ler mais. Eu canso-me de ler “sempre o mesmo”, mas esta série não é assim. A cada livro que lemos a série só fica melhor e melhor. Por favor, se gostam de thrillers e policais pegam já no primeiro livro de Lars Kepler e leiam.

Sinto-me tentada em começar já hoje a ler o segundo livro da série, será melhor acalmar primeiro e depois ler. E como é óbvio, e já deve ter dado para entender, Lars Kapler já estão no meu top!name blogger

O Sedutor (The Seducers #1) – Madeline Hunter [Opinião]

image-5Edição/reimpressão: 2012

Editor: Edições ASA

ISBN: 9789892318462

Classificação: 3 em 5 estrelas

Sinopse: “Diane Albret é órfã e passou a maior parte da sua vida num colégio interno. Sem mais família, está habituada a receber apenas uma visita: Daniel St. John, o seu irresistível tutor. Ao longo do tempo, ele visitou-a sempre uma vez por ano. Mas o seu mais recente encontro reserva-lhe uma surpresa: Daniel esperava encontrar uma menina e Diane é já uma bela e carismática mulher. Ele aceita retirá-la da clausura do colégio e levá-la consigo para Londres. Porém, ambos têm planos que preferem manter em segredo.
Diane está decidida a descobrir o que se passou com a sua família, que nunca chegou a conhecer. Só Daniel pode revelar o que ela tanto deseja saber, mas ele tudo fará para que o passado permaneça secreto, pois os seus efeitos representam uma ameaça fatal para a vida de ambos. Por seu lado, Daniel está subtilmente a usar a inocência da sua protegida para uma vingança que planeia há mais de uma década.
Mas a crescente proximidade entre ambos ameaça dificultar-lhes os planos e, pouco a pouco, eles apercebem-se de que têm mais em comum do que julgavam. Poderá um novo amor triunfar sobre ódios antigos?”

Opinião: Eu li pelo menos três livros de Madeline Hunter e adorei. Quanto a Romances Históricos são os meus preferidos. Passados mais ou menos quatro ou cinco anos, decido que quero voltar a ler romances históricos. Começo claro, por uma escritora que adoro a escrita, mas arrependi-me. Se antes adorava romances históricos, agora percebi que já não é mais o meu estilo.

Foi tão, mas tão complicado para mim gostar do livro. Eu li mais de cem páginas sem gostar deuma única personagem. Só mais ou menos a meio é que consegui interessar-me pela história. Mas depois, o meu entusisamo perdeu-se por a história ficar prevísivel.

Odiei o facto de Diane tentar parecer muito dona de si mesma, e depois viver sempre debaixo da capa de Daniel. Eu não gostava da relação deles, uma relação assim nem merece ser relação. Eu detestei o final, foi óbvio, e eu não sou muito do “E viveram felizes para sempre”.

Eu fico mesmo triste por não ter gostado deste livro da Madeline Hunter, era uma das minhas escritoras preferidas. Sinto-me tentada em desfazer-me do livro porque sei que ele não me irá fazer falta na estante. E até tenho vergonha de o colocar ao lado dos outros livros da autora.

Eu talvez, um dia mais tarde, volte a tentar pegar nos romances históricos. Por enquanto, já não são a minha onda infelizmente. Mas se gostam imenso de romances históricos, aconselho-vos a experimentar Madeline Hunter, ela tem livros incríveis. name blogger

Contos de Cães e Maus Lobos – Valter Hugo Mãe [Opinião]

imageEdição/reimpressão: 2016

Editor: Porto Editora

ISBN: 9789720048103

Classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: “A escrita encantatória de Valter Hugo Mãe chega ao conto como uma delicadíssima forma de inclusão. Estes contos são para todas as idades e são feitos de uma esperança profunda.

Entre a confiança e o receio, cães e lobos são apenas um símbolo para a ansiedade perante a vida e a fundamental aprendizagem de valores e da capacidade de amar. Entre a confiança e o receio estabelecemos as entregas e a prudência de que precisamos para construir a felicidade.”

Opinião: Eu não sou muito de ler autores portugueses. Até agora só li Eça de Queirós e Pedro Chagas Freitas. Um dos meus objetivos para este ano é sem dúvida mudar isso. Quero ler mais do que é nosso, porque temos escritores super bons e que merecem ser reconhecidos. Por sorte comecei por Valter Hugo Mãe. Já ouvi maravilhas dele, aconselham imenso os livros dele e agora entendo o porquê.
Este livro encontra-se dividido em diversos contos. E digo-vos que cada um melhor que o outro. Claro que tem um ou dois que não são tão bons como os outros, mas mesmo assim não ficam muito atrás. Admiro o escritor por conseguir escrever da perspetiva de várias personagens todas diferentes. Criar uma história para elas não é nada fácil, principalmente quando sabemos que tem de ser apenas um conto. Mas Valter Hugo Mãe soube lidar com isso perfeitamente.
De todos os contos o que gostei mais foi sem dúvida “O Rapaz que Habitava os Livros”, “As Mais Belas Coisas do Mundo” e “Bibliotecas”. Adorei tanto aqueles contos que foi impossível não os guardar no coração.
Uma característica muito interessante do livro, para além de ser uma edição super bonita tem ilustrações. As folhas são em tons vermelhos, a capa é deveras simples e incrível e temos todo o tipo de ilustrações. E para tornar o livro mais especial temo um prefácio de Mia Couto, e não podia concordar mais com as suas palavras. Que venham mais livros de Valter Hugo Mãe, porque ele conquistou-me o coração e a alma.
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Filme | Doutor Estranho (2016)

49e5048a271412a28c0b951cf5f25004Título Original: Doctor Strange

Género: Acão, Aventura, Fantasia

Lançamento: Outubro 2016

Elenco Principal: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams

Classificação: 9 em 10 estrelas

Sinopse: “Stephen Strange é um neurocirurgião brilhante, mas muito vaidoso e arrogante. Com pouco mais de 30 anos, um acidente de carro danifica-lhe os nervos das mãos e em desespero, depois de uma série de tentativas falhadas, decide partir para o Tibete, onde espera encontrar um mago conhecido como “Ancião”. Mas não é bem uma cura que Strange encontra, mas uma ordem de artes místicas que o ensina a tirar proveito de todo o tipo de energia. Uma mistura de artes marciais e magia que com o tempo vão transformá-lo no mestre da magia negra.”

Opinião: Antes de mais, eu agradeço às pessoas que conseguiram colocar dois dos meus atores preferidos num filme. Além do mais quero agradecer pelos efeitos e também pela maquiagem que foi mais que perfeita!

Conseguiram juntar dois atores que adoro, Benedict Cumberbatch e Mads Mikkelsen. Para quem não os conhece, o Benedict é conhecido pelo seu grande papel na série Sherlock, aconselho-vos imenso a ver. E o Mads é conhecido pelo papel super hiper mega bem representado em Hannibal, que antes de mais, é a minha série preferida e vocês deviam ver!

Eu não consegui levar o filme a sério. Um filme onde entra o Ben já é impossível levar a sério, agora um filme onde entra o Ben e o Mads, esqueçam. Não dá. Para mim pareceu pura comédia. Eu olhava para eles e só imaginava o momento em que ambas iam dizer algo engraçado e iam rir-se.

Como referi adorei os efeitos especiais, achei que estavam bem elaborados. E eu nunca vi um filme com tantos efeitos, que trabalho aquilo tudo deve ter dado! Quanto à maquiagem, merecem uma vénia. Principalmente a maquiagem do Mads que deve ter dado imenso trabalho!

Achei o filme explêndido. Já o devia ter visto, mas tinha receio e a minha pouca paciência para filmes não ajuda nada. Mas sempre o vi, e foi automaticamente para o meu top de filmes preferidos (que não é assim muito grande!)

Se ainda não assistiram o filme eu recomendo imenso. Penso que vão adorar tanto ou mais que eu! Os atores e mesmo os diretores do filme fizeram um bom trabalho. Que venha o próximo! E para aqueles que ainda não viram o filme e pretendem ver, esperem pelo fim dos créditos. Tem uma cena especial!name blogger

Filme | Viver Depois de Ti (2016)

image-2Título Original: Me Before You

Género: Drama, Romance

Lançamento: Agosto 2016

Elenco Principal: Emilia Clarke, Sam Claflin, Janet McTeer

Classificação: 8,5 em 10 estrelas

Sinopse: “Louisa “Lou” Clark vive numa pitoresca vila no campo, em Inglaterra. Sem um rumo definido na sua vida, a excêntrica e criativa jovem de 26 anos anda de trabalho em trabalho, para poder ajudar a sua unida família a pagar as contas. Porém, a sua habitual visão alegre da vida é posta à prova quando enfrenta o mais recente desafio da sua carreira. Ao aceitar um emprego numa mansão local, ela torna-se na assistente domiciliária e companhia de Will Traynor, um jovem e abastado banqueiro que fica numa cadeira de rodas após um acidente ocorrido há dois anos, cujo mundo muda bruscamente num piscar de olhos. Deixando de ser a alma aventureira de outros tempos, o agora cínico Will praticamente desistiu de tudo. Mas algo muda quando Lou decidir mostrar-lhe que a vida merece ser vivida. Embarcando os dois numa série de aventuras, tanto Lou como Will encontram mais do que esperavam e veem as suas vidas – e corações – mudarem de maneiras que nunca poderiam ter imaginado.”

Opinião: Bem, por norma eu costumo esperar um tempo após ler o livro para então ver o filme. Por vezes eu nem chego a ver o filme. Mas, com o Viver Depois de Ti foi totalmente o contrário. Li o livro todo num dia e no dia seguinte à noite já estava a ver o filme. E acreditem, eu só esperei tanto tempo para ver o filme porque tinha coisas para fazer.

Se adorei o filme? Um pouco. Podia ser melhor? Podia. Mas nós sabemos como são os filmes que foram adaptados de livros. Eu adorei o desempenho de todas as personagens, acho que foram muito bem escolhidas para o papel. Ao ínicio achei que o Will do filme não era bem o Will que eu tinha imaginado enquanto lia, mas depois apercebi-me que aquele Will era o perfeito. Quanto à Lou, sempre a imaginei assim. A Clarke tem imenso talento, e todos os filmes que vi dela amei.

Um facto que não gostei foi terem dado “pouca importância” ao namorado da Lou. Achei que deveria ter dado mais impacto ao final da relação e tudo mais. Pareceu que ele nem fazia falta ali (sim, eu sei que ele não fazia falta ali!). A ordem cronológica não estava bem como o livro, e houveram imensas cenas cortadas que acho que deveriam estar no filme. Mas infelizmente não pode ser o livro todo adaptado ou então seria um filme super longo.

De resto adorei tudo. Desde da banda sonoro, na qual ainda estou viciada à personagens. Eu adorei. Acho que está entre uma das melhores adaptações cinematográficas, e arrependo-me tanto de não ter ido ao cinema ver este filme. Na altura ainda não tinha o livro e pouco ou nada sabia dele. Mas, fica para uma próxima, se houver!

Deixo o link de uma playlist com as músicas do filme, se não me engano apenas falta uma música que esteve no filme e não se encontra na playlist.name blogger