Escrito na Água – Paula Hawkins [Opinião]

440x.jpgEdição/reimpressão: 2017

Editor: TopSeller

ISBN: 9789898800886

Classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: “CUIDADO COM AS ÁGUAS CALMAS. NÃO SABEMOS O QUE ESCONDEM NO FUNDO.

Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.

Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?

Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.
Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente. Paula Hawkins confirma, de forma triunfal, a sua mestria no entendimento dos instintos humanos, numa história com tanta ou maior intensidade do que A Rapariga no Comboio.”

Opinião: Posso dizer que estou à espera de um livro novo da Paula Hawkins desde que li A Rapariga no Comboio. E, se eu pensei que não podia ser possível conseguir surpreender-me mais com a escritora, neste livro ela mostrou-me que eu estava extremamente enganada. Uma coisa é certa, este livro é melhor que A Rapariga no Comboio, disso não resta dúvidas. Mas, o porquê de ser assim tão bom?

Para quem está habituado a ler thrillers já tem noção como funcionam os enredos neste género de livros. É preciso ter concentração máxima durante a leitura visto que os thrillers são livros muito complexos. E neste livro em especial, temos de focar apenas na leitura. Temos diferentes pontos de vista e basta não prestar atenção durante um parágrafo e já se foi a essência da leitura. Mas qual a parte mais interessante disto? Os vários pontos de vista fornecem várias informações para as nossas teorias, e acabámos por descobrir que as personagens de uma maneira ou de outra encontram-se interligadas. Além do mais, ao conhecermos diversas personagens ficámos a perceber que a história não é apenas aquilo. Há mais história para além daquela que pensámos existir.

As coisas são como são, como sempre foram. Não podem ser diferentes.

Ao ínicio vamos achar que o fim é demasiado óbvio, a certo ponto vamos deixar de acreditar nisso, mas vamos voltar à nossa teoria original. A verdade é: o final é óbvio, até certo ponto. Porque quando pensámos que foi aquilo que realmente aconteceu, a escritora decide tirar o tapete debaixo dos nossos pés. E acaba por ser assim muitas vezes durante o livro, e isso é apenas mais um aspecto positivo no livro.

Mais um aspecto positivo no livro é sem dúvida a escrita de Hawkins. Ela sem dúvida que tem talento, e se achei a leitura do livro A Rapariga no Comboio super fluída, neste livro é muito mais. Apesar de ser um livro um pouco pesado devido aos temas retratados, conseguimos ler muito bem sem qualquer complicação. O enredo, como já referi, tem alguns temas que pode causar perturbação no leitor, desde violação a suicídio, e ainda violência doméstica. A escritora, com o seu talento na escrita, consegue colocar o leitor a imaginar diversos cenários, e por vezes até parece que viajámos para dentro do livro.

–  Tu sabes bem que isso não é assim, não sabes? Às vezes, com coisas como estas, não há qualquer verdade a descobrir.

Durante a leitura o nosso cérebro viaja milhares de vezes, imaginámos diversas possibilidades do que poderá ter acontecido e sinceramente, todas ficam bem na história. A certo ponto parece que a escritora quer mesmo que nós fiquemos a bater com a cabeça, a tentar descobrir o que realmente aconteceu. E claro, nós leitores, viciados na leitura como somos, lemos página após página sem ter noção que estamos cada vez mais próximos do final. E ainda temos outra coisa, quando chegámos ao final do livro não queremos acreditar que acabou! Isso mesmo, terminei o livro e pensei: “Onde está o segundo livro? Podia haver um segundo livro que eu lia!”, mas depois cheguei à conclusão que se houvesse um segundo livro a história toda perdida a sua essência.

Os capítulos até são deveras curtos, sempre de pontos de vista diferentes e com a justa intervenção para a história. Temos ainda flashbacks que nos ajudam a entender certas ações, e que nos levam a criar mais teorias. Porque este livro é baseado em teorias, vão fazer teorias do ínicio até ao fim do livro. Vocês acabam o livro e ainda têm teorias acerca dele. E é isso, digo mais uma vez e pela milésima vez, que torna este livro único e tão bom.

A dor e o choque afetam as pessoas de maneiras estranhas.

O enredo centra-se no rio. Pode parecer estranho ao ínicio, ficámos até a pensar “Que raio?”, mas depois à medida que avançámos na leitura parece que vamos flutuando ao longo do livro. A escritora dá-nos a dose perfeita de mistério, e não deixa o mistério morrer nunca ao longo do livro! É tão bom, e tão intenso. Melhor não podia ser!

O que achei mais complicado de lidar durante a leitura, principalmente ao ínicio, foi conseguir criar alguma empatia com as personagens, conseguir lembrar de todas e que importância têm na história. Mas, isso apenas resolve-se de uma simples maneira: prestar atenção à leitura! Acreditem, neste livro como em todos os outros, é fundamental ter atenção a todos os detalhes.

Acho que já deu para notar que adorei o livro, não? Da primeira à última página, e mesmo no final que deixou-me ali a morrer por mais. Eu tinha as expectativas muito altas para este livro e superou as expectativas, até parece impossível. Estou ansiosa para ler mais livros da Paula Hawkins, depois deste livro passou sem dúvida a ser uma das minhas escritoras preferidas. E este livro, passou para o meu top 10 de livros preferidos de 2017, e possivelmente, está em primeiro lugar!

Livros que Li em 2016

O ano de 2016 está a acabar e eu não podia estar mais feliz quanto ao número de livros que li este ano! No ínicio do ano pretendia ler 50 livros, mas depois decidi ler apenas 30. Consegui ler 55 livros! Isso mesmo 55 livros, nem eu estava a espera de conseguir ler tanto. Podemos dizer que eu ia a meio do ano e tinha mais ou menos 20 livros lidos, nem tanto e depois como por milagre consegui ler 30 livros! Desde do ínicio do verão que tenho conseguido manter um ritmo de leitura, mais ou menos 4 a 5 livros por mês, quero tentar manter este ritmo, mas com as aulas é muito complicado conseguir ler!

Com um número de 19 517 páginas lidas, os livros que eu li em 2016 foram:

  • Eleanor & Park, Rainbow Rowell 
  • A Rapariga no Comboio, Paula Hawkins
  • Cidades de Papel, John Green
  • Quando Aqui Estavas, Daisy Whitney
  • Lugares Escuros, Gillian Flynn
  • Entre o Agora e o Nunca, J. A. Redmerski
  • Desejar, Carrie Jones
  • Fangirl, Rainbow Rowell
  • Os Aromas do Amor, Dorothy Koomson
  • Prometo Perder, Pedro Chagas Freitas
  • A Praia das Pétalas de Rosa, Dorothy Koomson
  • O Homem da Areia, Lars Kepler
  • A Rapariga que Roubava Livros, Markus Zusak
  • A Cada Dia, David Levithan
  • O Outro Amor da Vida Dele, Dorothy Koomson
  • Divergente, Veronica Roth
  • Insurgente, Veronica Roth
  • Convergente, Veronica Roth
  • Maestra, L. S. Hilton
  • Death Note Volume 1 (Black Edition), Tsugumi Ohba
  • Harry Potter e a Pedra Filosofal, J. K. Rowling
  • Se Eu Ficar, Gayle Forman
  • O Oceano no Fim do Caminho, Neil Gaiman
  • A Sorte que Move o Destino, Matthew Quick
  • Entre o Agora e o Sempre, J. A. Redmerski
  • Despedaçada, Tânia Dias
  • Diário de um Vampiro Banana 2, Tim Collins
  • Cinder, Marissa Meyer
  • A Hora do Vampiro, Stephen King
  • Uma Morte Súbita, J. K. Rowling
  • Os Maias, Eça de Queirós
  • Corações em Silêncio, Nicholas Sparks
  • Quando as Estrelas Caem, Amie Kaufman & Meagan Spooner
  • Fogo, Maya Banks
  • Anjos e Demónios, Dan Brown
  • Fala-me de Um Dia Perfeito, Jennifer Niven
  • A Vidente, Lars Kepler
  • Illuminae, Amie Kaufman & Jay Kristoff
  • Amor e Chocolate, Dorothy Koomson
  • Sangue Fresco, Charlaine Harris
  • Tokyo Ghoul #1, Sui Ishida
  • Êxtase, J. R. Ward
  • Tokyo Ghoul #2, Sui Ishida
  • Tokyo Ghoul #3, Sui Ishida
  • Tokyo Ghoul #4, Sui Ishida
  • Harry Potter e a Câmara dos Segredos, J. K. Rowling
  • Quem Ama Acredita, Nicholas Sparks
  • O Sobrinho do Mágico, C. S. Lewis
  • Eragon, Christopher Paolini
  • Quando a Neve Cai, John Green & Maureen Johnson & Lauren Myracle
  • Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, J. K. Rowling
  • Um Conto de Natal, Charles Dickens
  • O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald
  • Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll
  • Kurt Cobain Journals

Aqui estão todos os livros que li em 2016, na lista encontram-se pela ordem que os li. Considero um bom ano a nível de leituras. E claro, que 2017 seja um ano cheio de muitas mais leituras, e quem sabe consiga chegar aos 60 livros lidos! Logo veremos. name blogger

Quando a Neve Cai – John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle [Opinião]

image (1).jpgEdição/reimpressão: 2014

Editor: TopSeller

ISBN: 9789898626912

Classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: “Numa cidade isolada por uma das maiores tempestades de neve dos últimos cinquenta anos, três histórias, oito raparigas e rapazes e mais uns quantos caminhos vão cruzar-se num romance brilhante, mágico e divertido, a que não faltarão fragmentos de amor, laços de amizade, uma maratona de filmes do James Bond e beijos muito apaixonados.
Um livro perfeito para quem gosta de histórias de amor e aventura”

Opinião: De todos os contos sem dúvida que o meu preferido é o primeiro. O que menos gostei foi o segundo. É dos livros que devemos obrigatoriamente ler no Natal, conseguimos entrar no espírito natalício e dá-mos umas boas gargalhadas. Adorei o facto de as histórias estarem entrelaçadas, foi simplesmente fantástico.

Primeiro Conto – O Expresso Jubilee por Maureen Johnson

Como já referi este foi o meu conto preferido. Desde do primeiro momento em que comecei a ler este conto que me apaixonei por ele. Amei a Julie, consegui identificar-me sem problemas com ela e além do mais achei-a super engraçada! E temos o nosso querido Stuart, apaixone-me por ele. Todas as raparigas precisam de um rapaz assim! Apaixonaram-se devido ao destino e foi a coisa mais romântica de sempre!

Segundo Conto – Um Milagre de Natal Fantabulástico por John Green

Bem, este conto foi o que menos gostei. Achei chato e pouco ou nada teve de natalício. Para além da neve! Duke e Tobin, dois amigos que desde do ínicio soube que gostavam um do outro e não admitiam. Foi preciso tanta aventura na noite de Natal para estes dois ganharem juízo e admitirem. E achei chato por isso mesmo. O conto baseou-se neles a correrem contra a neve, tudo e mais alguma coisa lhes acontecia. Foi um conto chato no meu ponto de vista merecia mais. Tinha tanta expectativa para este conto devido a ser um conto de John Green e no fim nada.

Terceiro Conto – O Santo Patrono dos Porcos por Lauren Myracle

Se adorei o primeiro conto e odiei o segundo, este fez me quase perder a cabeça. A personagem principal Addie era mais que irritante. Perdeu o grande amor dela, Jed, devido a um erro estúpido e o conto trata-se dela a viver uma crise de amor. Por favor, é mesmo um conto para adolescentes com o coração partido. Eu não consegui aguentar com os pensamentos estúpidos da personagem. E além do mais a personagem era egoísta! Mas aconteceu um milagre de Natal e viveram todos felizes para sempre! Foi mais ou menos isto, mas o que fez-me gostar mais deste conto do que do segundo foi o final. Todas as personagens juntas, fez-me pensar que por vezes pessoas que conhecemos na rua e depois nos esquecemos delas, podemos voltar a revê-las no futuro.name blogger

A Rapariga no Comboio – Paula Hawkins [Opinião]

imageEdição/reimpressão: 2015

Editor: TopSeller

ISBN: 9789898800541

Classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: “Rachel assiste a algo errado com o casal… É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada.

Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.”

Opinião: Deve ter sido dos melhores livros que já li. Nunca me apeguei tanto a um livro como apeguei-me a este. Demorei algumas páginas até gostar dele, mas depois de começar a gostar foi impossível parar. Só queria saber que aconteceria depois, porque era complicado tentar prever o que poderia acontecer ou quem era culpado ou não.

A personagem principal, penso que não sou a única a pensar assim, mas era a pessoa mais instável à face da terra. Num momento ela pensava um coisa no momento seguinte ela já estava a pensar noutra completamente diferente. Era uma personagem confusa, e muitas das vezes apetecia-me largar o livro apenas porque a achava chata.

Aquele final foi estranho, não sei se gostei do final ou odiei. Mas podia ter sido apenas um bocado melhor. É um livro cheio de surpresas, não esperava que ele fosse assim. Por algum motivo foi sucesso de vendas, e isso demonstra o quanto é bom, e só se ouve maravilhas deste livro.

Eu preciso mesmo  de ler mais livros assim. Com apenas um livro Paula Hawkins tornou-se umas das minhas escritoras preferidas, e se todos os livros dela forem assim, compro todos os livros dela! name blogger

 

A Cada Dia – David Levithan [Opinião]

image.jpgEdição/reimpressão: 2015

Editor: TopSeller

ISBN: 9789898800107

Classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: “A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida:
Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.
Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias. “

Opinião: Se querem um livro cómico e rápido de ler este é o ideal. Consegui ler ele em apenas 1 dia, e diverti-me imenso com ele. Até agora o único livro que tinha lido de David Levithan tinha sido Will&Will escrito juntamente com John Green.

Este livro tem uma história diferente do normal. Estamos habituados a acordar no mesmo corpo, enquanto que A acorda todos os dias num corpo diferente. Ele não tem nome, apenas trata-se por A. E chega a uma altura que A, apaixona-se e torna-se complicado estar com quem ele gosta sabendo que a cada dia possui um corpo diferente.

Num dia ele podia ser rapaz como no dia seguinte poderia ser uma rapariga. A cada dia uma vida diferente, um dia diferente para viver a vida de outra pessoa. Por mais engraçado que possa ser, por vezes deve ser chato não saber ao certo quem somos nem possuirmos uma imagem mental nossa. Não sabemos quem somos nem como somos.

O livro tem continuação, não sei se pode ser considerado continuação, relata a história da rapariga por quem A se apaixona. Foi um livro que saiu este ano e chama-se Mais Um Dia, acho os nomes simplesmente interessantes. Estou ansiosa para ler claro, já está na minha lista de desejos. E sem dúvida que quero ler mais livro de David Levithan, é sempre bom para animar um pouco e relaxar.name blogger